Inspirações gregas

Antes de entrarmos nas joias do período clássico da Grécia, devemos mencionar os ornamentos primitivos e arcaicos que vieram antes. Esses ornamentos são de uma fase da cultura grega chamada “Mycenæan” ou Civilização Micênica por conta de Micenas, onde, em 1876, o arqueólogo alemão Schliemann descobriu artefatos de ouro, agora preservados no Museu Arqueológico Nacional de Atenas.

Um motivo característico da decoração desses objetos é o uso de padrões espirais quase idênticos aos empregados nos ornamentos celtas. Além dessas e de outras exibições primitivas de habilidade decorativa, encontramos representações de formas animais naturalistas, como chocos, estrelas do mar, borboletas e outras criaturas.

Elas são exibidas em padrões repoussé trabalhados em baixo relevo. Entre os objetos de maior destaque, há coroas de ouro, a maioria em formato oval, decoradas com ornamentos refinados principalmente em forma de rosas e espirais.

A deusa da moda

Na maioria das vezes, as joias para homenagear os mortos incluíam pérolas, granadas e, principalmente, âmbar-negro. O último, até pouco tempo atrás, era de preferência universal e moldado em todos os tipos de ornamentos. Felizmente, ainda existe alguma demanda, mesmo que pouca.

O costume de usar ornamentos com esse material tão sombrio e desagradável está quase extinto. Na França, no entanto, muitas famílias ainda guardam adereços feitos com cabelo em forma de braceletes e broches como souvenirs.

Após metade do século XIX, o uso de joias em homenagem aos mortos entrou em declínio.

A deusa da moda, que está em guerra contra as produções dos ourives há séculos, pesou mais sua mão sobre elas do que sobre qualquer outra forma de ornamento pessoal. Isso porque, em comparação com a abundante produção desses objetos no passado, o número deles em circulação hoje em dia é muito pequeno. 

“Por outro lado, um número considerável de exemplares de brincos sobreviveram. Retratos franceses e ingleses mostram inicialmente apenas uma grande pérola em forma de pera em cada orelha.”

Em “Jewellery”, de H. Clifford Smith

A maioria desses tesouros póstumos de família, com o passar do tempo, foi parar em caldeirões de joalherias, o que pode ser confirmado por aqueles que trabalham no ramo há mais tempo. Alguns confessam terem fundido centenas. Com o ressurgimento desse estilo hoje em dia, espera-se esses lembretes de nossa frágil mortalidade sejam mais bem preservados.

Publicado por Lais Caetano

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